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sexta-feira, 22 de julho de 2016

Inquietude

Guarda-me de tudo o que me faz mal. Em ti.

É só isso que te peço. Apenas que me guardes em ti. 

Me abraces, protejas e digas que tudo vai correr bem, mesmo que saibas que é mentira. 
Por vezes preciso que me mintas, me faças crer por segundos que tudo está onde deve estar.
 
Preciso de ti hoje mais que ontem. 
Ontem já não interessa, passou, não o podemos ter novamente junto de nós. Mas hoje estás aqui, e não quero mais que isso.

O agora assusta-me, tanto como o amanhã. Carrego em mim todos os medos que possas nomear. Mas aquele que mais me destrói é aquele que se chama a tua ausência. Temo o dia em que possas não estar perto quando te chore, quando te escreva, quando te respire. 

No entanto, e se for apenas a tua recordação que me aqueça pela noite, ou somente o som da tua voz a confortar-me, no meio desta melodia taciturna que sou eu, será suficiente se te souber meu. 
Só meu. 
O meu recanto perfeito, o abraço envolvente de toda a paz.

Por isso te peço: guarda-me, por favor. Abraça-me, por favor. Fica aqui, por favor. Não me deixes só, sem a tua voz, a tua canção na minha melodia...

Ama-me como só tu sabes, agora que me escondo nos teus braços. 

Por vezes só preciso que me guardes, escondas, ames. Que me digas que não irás para nenhum outro sítio que não seja aqui. Junto a mim. Guarda-me, meu amor...

Somente. 
Em ti. 

Hoje. Amanhã. Em ti.





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