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terça-feira, 8 de março de 2016

A Mulher

O ser dos seres... É o ser de todos os seres.

Ou é o sorriso. Talvez a forma de falar ou apenas de olhar. Poderá, quem sabe, ser apenas o riso ou a maneira como se comporta, diferente de tudo e todos os outros. Cada uma tem um qualquer "quê" que nos derrete e aprisiona a ela. Nenhuma é igual à outras, mas todas são igualmente nobres e perfeitas...

São incontáveis os momentos em que me deixo permanecer em silêncio a contemplar cada uma delas.

E contemplar às vezes é tanto e tão pouco. Por vezes ganho coragem para me abeirar delas para lhes confessar o quão belas são, como a imagem daquela frágil perfeição me abraça tantas e tantas vezes... Lamento apenas que não o possa dizer a cada uma delas, todos os dias o quanto as admiro. Todas são tão belas, e cada uma à sua maneira.

Custa-me escrever sobre elas. É um exercício tão doloroso e abençoado, ao mesmo tempo. Dói porque acho que não houve ainda ninguém que sobre elas conseguisse escrever. Nem Neruda ou Vinicius, no auge da sua genialidade souberam fazer-lhes justiça, como poderia eu sonhar sequer com isso?

Mas é uma benção porque posso tentar. Posso tentar dizer que, no final de tudo, são elas, e cada uma de forma única e magnífica, que são a minha razão, inspiração e plenitude.

De longe são o expoente máximo da Criação. São elas e mais ninguém...


A ti, Maravilhosa
A ti, Perfeita
A ti, Frágil
A ti, Poderosa,
A ti, Mulher... Obrigado.

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