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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Dá-me um abraço

Não sei se o paraíso existe fora do teu abraço.

Nem me preocupo em procurar, devo confessar-te. Vivo num plano diferente dos outros porque sei que os teus braços esperam abertos por mim. Nos teus braços posso descansar, esquecer, recordar, chorar. Nos teus braços me faço sentido o que, convenhamos, é muito difícil. É no teu abraço que me sou perfeito, que me faço eu. De lá não quero fugir, porque só fugimos do que é mau, e a vida foi feita para girar em torno dos teus braços. Como em tempos disse o autor, nos teus braços morreríamos, se tal nos fosse concedido.

Não sei por onde andei antes de saber que era apenas em ti que era possível viver. É um mundo de tristeza e sofrimento aquele em que  me habituei a viver. Até que percebi que havia um lugar, um porto onde podia ser feliz e são. Onde tu estiveres, é onde está a saída de tudo aquilo que me habituei a conhecer...

Não são os braços fortes, os teus. São apenas os teus. Fazem parte de ti e tu és uma benção que não precisa de disfarce ou máscara. És tu e o teu abraço. Juntos são o meu passaporte para a sanidade fora do mundo insano em que vagueio e existo. Em ti vivo, fora de ti sobrevivo.

Por isso abraça-me, meu amor.
Abraça-me muito.
Aperta-me contra o teu peito quente para que sinta o teu coração a bater junto ao meu.
Abraça-me, meu anjo de vida.
Com toda a tua força, abraça-me sem medo. Tira-me a capacidade de racionalizar tudo e deixa-me confessar-me a ti.

Sussura-me calma e paz. Só tu me sabes falar sem dizer uma única palavra, sem me olhar até. Só tu me sabes contar como se gira à volta de um abraço.


O teu abraço.
Os teus braços.

Só tu, meu amor. Sempre tu.

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