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quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Promessas ao vento

Vou tocar-te.

Ao de leve. Vou entrar dentro da tua alma e varrer os teus sentidos. Vou segurar-te nos meus braços e segredar-te todos os segredos do mundo, para que os saibas como mais ninguém. Vou abraçar-te com a força dos sete mares, para que a tempestade não te enfraqueça. Vou ser o teu porto de repouso e de acalmia quando te cansares da vida que te queima e dilaçera o coração.

Esconder-te-ei nas profundezas da floresta recôndita quando não queiras ser encontrada, mas sim descoberta. Far-te-ei voar ao mais infinito dos céus e lá te deixarei abrir os braços e provar o vento e a liberdade que te concederei sem reservas ou porquês.

Dar-te-ei a lua e as estrelas, se mas pedires. E se isso for demais, então dar-te-ei apenas o meu corpo e a minha alma. Se não me pedires nada, não faz mal. Não faz mal nenhum.

Serei eu e serei tu.
Serei nós.

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