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sexta-feira, 24 de abril de 2015

Ama-me

Ama-me.

Se não sabes fazer outra coisa, ama-me.
Se me queres por perto, chama-me e eu estarei aí.
Se me desejas, diz e eu saciarei a tua fome.

Vive-me.

Se nada tem sabor, prova-me.
Se o vazio domina o teu dia e mata a tua noite, arrasta-me para dentro de ti.
Se não sabes existir sem o meu abraço, vive-me e eu abraço-te no meu manto.

Segue-me.



Se não sabes por onde ir, segue-me que eu ajudo-te a encontrar o caminho.
Se não consegues percorrer o pior caminho, deixa-me segurar-te e guiar-te-ei.
Se quiseres desistir e parar de correr, olha-me e eu carregar-te-ei até que consigas reerguer-te.

Chora-me.

Se o luar não me substituir na tua solidão, lembra-te que a noite também tem fim.
Se a tua luz não brilha porque estou ausente, chora-me e apaga essa chama de desespero.
Se a minha voz não for suficiente para te acalmar a saudade, espera-me até que eu regresse.

Ilumina-me.

Se eu nada te pedir em troca, entrega-te.
Se eu esticar o braço sem nada dizer, segura-me.
Se eu correr o risco de me apagar, incendeia todos os meus recantos.

Porque não somos mais que humanos.
Porque a nossa luz pode não brilhar sempre, nem para sempre.
Porque somos apenas duas almas que não viverão se não se viverem.

Porque o amor, a vida, o caminho, a lágrima e a luz são apenas e somente partes de nós.
Tu.
Eu.

Nós.

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