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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Em quando estás?

Passam-me os dias.

E eu? Bem... Eu tenho passado a maioria dos meus dias simplesmente a pensar e, ao mesmo tempo, a olhar para trás para os estranhos e absolutos dias que atravessei.
Até que cheguei aqui. Mas onde é aqui?
Onde estou? Ou, se calhar, quando estou?

Honestamente não sei muito bem. Sei perfeitamente em que ano, mês, dia, hora me encontro. Mas em que ponto da minha travessia me encontro?

O "quando" a que me refiro é muito mais isso: em que ponto da viagem estou? A meio, no final ou num angustiante início?
Sinceramente olho-me ao espelho e não reconheço o tempo.

Apesar disso sei que o tempo passou sem tempo perder. Gastou muito tempo comigo, o tempo. Tem sido uma tremenda misturada, esta.
De tal maneira que a sensação de estranheza com o profundo do ser que transparece, começa a deixar de ser-me familiar e a noção de auto-conhecimento dissipa-se nas entranhas do tempo que passou sem perder tempo.
A introspeção faz bem, segundo se reza por aí.
Mas nem toda a introspeção o é, e muito mais podemos afirmar que nem toda é bem feita, levando-nos a erros estranhos. Podem ser de cálculo, podem ser de julgamento, podem até ser pedaços camuflados de erros, quando afinal são tiros certeiros.
Não sei. Começa a ficar confuso o meu discurso e não é isso que desejo para ti.

É suposto que me percebas, sem te colocares no meu lugar, mas antes que te coloques tu no teu próprio lugar em busca de sentido para o que te estou a contar.
Não precisas fazer-me a vontade de fazer isso, mas seria bom pensares que estarias a fazer as tuas vontades a ti próprio, tendo em conta quem te escreve.
E quem sabe tu possas saber onde estás e em quando estás? Ao contrário de mim.

E se essa é a viagem que optaste fazer, parabéns! E Boa sorte.
Quer-me parecer que seremos duas almas em busca do mesmo céu, e a viagem, quando não é feita sozinho, é muito melhor.
Mesmo que quem faça esta viagem connosco não passe de um total e completo desconhecido...

Boa Viagem para nós então.

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