Translate

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Um último abraço

Abraçaste-me pela última vez.

Pelas nossas faces correram as cascatas da dor profunda, carregadas de vazio e de despedida, e assim foi assumido por ambas as partes. Sem dizer qualquer palavra, sem respirar mais. Foi aquele abraço o nosso último fôlego, aquele que nos separou da vida que tínhamos vivido. E doeu. Corroeu mais que ácido. Destruiu-te a ti e a mim, mas estava escrito que assim haveria de ser. Por isso, assim foi.

E mesmo que quiséssemos, ambos sabíamos que não era possível falar, pois há coisas que não são para ser ditas. Apenas se vivem e ficam aqui dentro sabe Deus para quê.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

A Morte, essa puta

Regressa Novembro, e com ele todos os pesadelos da morte que te levou após fugazes semanas de luta inglória.  
Regressa a neve, a dor, a paisagem que tanto de belo e poético tem, como de doloroso, pesado para a memória.  
Dói sentir saudade desta. Corrói sonhar desta forma tão cruel e, ao mesmo tempo, tão ironicamente bela. Sonhar com pedaços de paraíso que já lá vai.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Em quando estás?

Passam-me os dias.

E eu? Bem... Eu tenho passado a maioria dos meus dias simplesmente a pensar e, ao mesmo tempo, a olhar para trás para os estranhos e absolutos dias que atravessei.
Até que cheguei aqui. Mas onde é aqui?
Onde estou? Ou, se calhar, quando estou?

Honestamente não sei muito bem. Sei perfeitamente em que ano, mês, dia, hora me encontro. Mas em que ponto da minha travessia me encontro?